Biblioteca Pe. Moreau

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Contações de histórias para o 5º ano!

Envolver os alunos com o mundo mágico da literatura é um dos principais objetivos das aulas de biblioteca. Através das contações de histórias, procura-se estimular o desenvolvimento psicológico e cognitivo, valorizando a oralidade, a imaginação e o conhecimento de mundo trazido pelo aluno, além de possibilitar a vivência de emoções e o exercício da criatividade.
As aulas de biblioteca do 5º ano do Fundamental estimularam essa participação dos alunos, seja através da encenação ou através da escrita, e podem ser conferidas abaixo:

 

A árvore que dava dinheiro – Domingos Pellegrini
4984d6e9d6c969ef4b6032d017fd6cfc35f82b6dQuem disse que dinheiro não cresce em árvores? Os habitantes de Felicidade herdaram de um velho sovina uma semente mágica. Nasceu uma árvore de onde as notas brotavam em grande quantidade! A euforia foi geral! Já pensou? Enriquecer de repente, depois de uma colheita rápida e milionária?! Ninguém ia querer perder uma oportunidade dessa. Será mesmo?
Com o objetivo de discutir alguns comportamentos motivados pela ganância, bem como, suas consequências, o livro “A árvore que dava dinheiro” foi trabalhado nas aulas de biblioteca do 5º ano. A história, repleta de surpresas, envolveu os alunos e permitiu que eles imaginassem o desfecho da história, uma vez que o livro deixa o final em aberto.
Os finais criados pelos alunos foram expostos na biblioteca em uma árvore de dinheiro!

 

 

Três, seis e nove cabeças de dragão – Susana Ventura e Helena Gomes
Dragões maçãsO conto, retirado do livro “Dragões, maças e uma pitada de cafuné”, apresenta o clássico Rei malvado e pai cruel. Ele é tão mau que trata seus camponeses como escravos e os homens que estão presos, ele nem água lhes serve. Já o príncipe não aguenta ver tantas mazelas e acaba ajudando um homem preso, e por isso tudo muda. O rei manda o príncipe embora e muitas aventuras começam, até que o príncipe mostra, enfim, seu valor.
A contação da história foi feita com a participação dos alunos no papel das personagens principais. A narrativa, cheia de aventura e fantasia, encantou e divertiu aos alunos, permitindo ainda, a reflexão acerca da formação da personalidade e valores humanos.
Confiram abaixo o vídeo e as fotos das encenações:

 

 

 

4º ano na Biblioteca!

Durante o 1º semestre, as aulas de biblioteca do 4º ano do Fundamental apresentaram variados gêneros literários que trouxeram aos alunos, além de conhecimento, diversão, entretenimento e prazer, instigando a imaginação e a criatividade nas crianças. Com fotos e vídeos, algumas dessas aulas estão apresentadas abaixo, confiram!

 

A VELHA QUE PÔS A MORTE PARA CORRER
40510_ggO conto de esperteza “A velha que pôs a morte para correr” foi retirado do livro “Pequenos contos para crescer” de Albena Ivanovitch-Lair e Mario Urbanet, e traz a história de uma velhinha incansável e muito esperta, que negocia com a Morte, pedindo um pouco mais de tempo.
A astúcia e o bom humor contido no conto, por meio de frases que apresentam sentidos diferentes e figurados, fizeram com que os alunos se divertissem com a encenação. Para complementar, foram desafiados a explicar possíveis sentidos de frases, selecionadas previamente, que apresentam figuras de linguagens como as da história.
Confiram as fotos e o vídeo da encenação:

 

 

 

QUANDO AS CORES FORAM PROIBIDAS
51N6BASwTsL._SX372_BO1,204,203,200_O livro, de autoria da Monika Feth, conta a história de um povo que perde seu presidente e deixa um influente e ambicioso homem tomar o seu lugar. Neste livro, é abordado um tema de especial importância para ser trabalhado com a criança: a noção da responsabilidade que nos cabe e que caberá futuramente a ela na escolha de bons governantes.
Após a contação da história, as turmas participaram de uma eleição simulada na qual, dois alunos representaram os candidatos, apresentando propostas para melhoria do país, e os outros alunos foram os eleitores, que deveriam fazer uma escolha consciente e justificar o seu voto.
Tanto a história quanto a atividade tiveram por objetivo promover uma reflexão acerca da responsabilidade que o cidadão possui na hora de escolher seus governantes, enfatizando a importância do conhecimento para que se tomem decisões acertadas e que sejam em favor do bem comum, lembrando ainda que, a corrupção começa em pequenas situações do cotidiano, como por exemplo, quando “furamos” a fila do lanche, quando não devolvemos o troco que nos foi dado a mais, quando achamos algo e não procuramos o dono e etc., ou seja, a mudança também deve partir de nossas atitudes.
O vídeo abaixo traz algumas das propostas apresentadas pelos alunos:

 

 

A BARATA MEDROSA E O CORONEL BARATINADO
downloadEscrito por Luzia de Maria, o livro apresenta uma barata que tinha medo de tudo e um coronel que não tinha medo de nada… Como diz um velho ditado, assombração sabe para quem aparece. E foi assim que, certo dia, o valentão e a apavorada se encontraram. Medo e coragem ficaram frente a frente!
A narrativa traz palavras não usuais do cotidiano dos alunos, frases e dizeres mais antigos, que trazem rima e humor aos versos. Além disso, o texto possibilita trabalhar a oralidade a partir de elementos que compõem a história, enfatizando que, a leitura é instrumento que enriquece as ideias, o vocabulário e a produção escrita. Ao final da encenação, os alunos e professoras compartilharam algumas palavras não tão conhecidas explicando seus significados.

 

 

Semana Especial Ziraldo!

A Biblioteca Pe. Moreau, anualmente, homenageia algum escritor brasileiro em uma semana especial com exposições e contações de histórias. Esse ano, foi escolhido um grande nome da literatura infantil brasileira e realizou-se a “Semana Especial Ziraldo” para os alunos do 2º ao 5º ano do Fundamental!
Ziraldo1Ziraldo Alves Pinto nasceu no dia 24 de outubro de 1932 em Caratinga, Minas Gerais. Começou sua carreira nos anos 50 em jornais e revistas, e foi um dos fundadores da revista humorística “O Pasquim”, um jornal não-conformista que fez escola durante a Ditadura Militar. Ziraldo é cartunista, desenhista, jornalista, cronista, chargista, pintor e dramaturgo brasileiro. É o criador de personagens famosos, como o Menino Maluquinho, e é, atualmente, um dos mais conhecidos e aclamados escritores infantis do Brasil.

Pererê-1Ziraldo explodiu nos anos 60 com o lançamento da primeira revista em quadrinhos brasileira feita por um só autor: “A Turma do Pererê”. Em 1969, publicou o seu primeiro livro infantil, “FLICTS”, que conquistou fãs em todo o mundo e, em 1980, lançou “O Menino Maluquinho”, um dos maiores fenômenos editoriais no Brasil de todos os tempos. O livro já foi adaptado com grande sucesso para teatro, quadrinhos, ópera infantil, vídeo-game, Internet e cinema.

download (3)Nas aulas de Biblioteca, os alunos puderam apreciar a encenação de uma das histórias de travessuras do Menino Maluquinho, uma criança, que vive com uma panela na cabeça, é alegre, sapeca, cheio de imaginação e que adora aprontar e viver aventuras com seus amigos! Após a encenação, os alunos visitaram a exposição que continha informações sobre a vida e obra de Ziraldo. Com essas informações em mente, as turmas foram divididas em 2 grupos e participaram de um jogo de perguntas e respostas sobre Ziraldo. A disputa divertiu a todos, fez com que eles conhecessem a vida do autor e se interessassem ainda mais por sua grande obra!

 

 

Encontro com Mia Couto!

O Colégio Santa Maria teve a honra de receber a visita do escritor Mia Couto para conversar com os alunos do 8º e 9º ano do Fundamental! 
_A7_5892_15042019_Mia Couto é um expoente da literatura africana. Com obras publicadas em 24 países, atualmente é o escritor moçambicano mais traduzido no exterior. Premiado internacionalmente, inclusive com o Prêmio Camões (2013) e com o Neustadt Prize (2014), é membro correspondente da Academia Brasileira de Letras e apresenta uma farta produção. Seu romance “Terra sonâmbula” é considerado um dos dez melhores livros africanos do século XX.
No Santa Maria, sua obra “A menina sem palavra” é trabalhada na disciplina de Língua Portuguesa com as turmas do 8º ano do Fundamental e o encontro com o autor era aguardado ansiosamente por alunos e professores.
_A7_5938_15042019_A conversa aconteceu no auditório de forma intimista e pessoal. Mia Couto falou sobre sua infância introspectiva e como encontrou na escrita a forma de expressar seus sentimentos e seu modo de ver a vida. Contou também, um pouco sobre a história de Moçambique, a guerra pela qual o país passou e que durou 16 anos, sobre quando lutou clandestinamente pela independência do país, e sobre o recente desastre que acometeu grande parte de sua cidade natal, Beira, com a passagem do Ciclone Idai.
Quanto à sua escrita, Mia Couto falou sobre neologismo (processo de criação de palavras), lirismo e explicou que, quando inicia um conto ele não sabe o que vai acontecer, a história vai sendo escrita e ele vai se descobrindo dentro da narrativa. É um “escritor da terra”, escreve e descreve as próprias raízes do mundo, explorando a própria natureza humana na sua relação umbilical com a terra. A sua linguagem extremamente rica e muito fértil em neologismos, confere-lhe um atributo de singular percepção e interpretação da beleza interna das coisas.
A troca de experiências durante o encontro foi muito rica, tanto para os alunos quanto o para o autor, que expressou sua alegria em poder estar no Brasil e compartilhar suas histórias e conhecimentos com os brasileiros, que para ele “é um povo contador de histórias, assim como, os moçambicanos”.
Confiram abaixo as fotos do encontro e um vídeo com trechos da fala de Mia Couto:

 

 

 

Exposição 6º ano – Vozes Ancestrais

Durante o mês de abril, a Exposição “Vozes Ancestrais” foi realizada pelos alunos do 6º ano do Fundamental no espaço da Biblioteca Pe. Moreau!
Vozes ancestraisA partir da leitura do livro “Vozes Ancestrais: dez contos indígenas”, organizado por Daniel Munduruku,  uma das principais lideranças indígenas do país, os alunos iniciaram as pesquisas e reflexões acerca do tema para conduzir o trabalho que seria exposto. A obra traz dez histórias contadas por dez povos indígenas espalhados de norte a sul do Brasil. Rituais, crenças, tradições e histórias que buscam respostas para questões universais, como: o surgimento da humanidade, da água, do fogo, etc., estão presentes nessa literatura.
A ancestralidade dos povos e seu intenso contato e respeito pela mãe Terra conduziram os alunos a um processo de reflexão acerca de preconceitos construídos. Afinal, os povos indígenas não podem ser tratados como únicos, são diferentes entre si, apesar de unidos pela mesma causa: luta pela preservação identitária, cultural, e constantes ameaças às terras ocupadas.
Exposição Vozes Ancestrais2Para a mostra, os alunos ambientaram a sala de projeção da Biblioteca e receberam as turmas do 7º ano do Fundamental para uma roda de contação de histórias a partir das narrativas ancestrais dos povos: Krenak, Nambikwra, Kadiwéu, Maraguá, Umutina e Pater Suruíe, além de, apresentarem a identidade de cada um deles. Ao final, os alunos puderam observar os objetos, imagens e textos expostos na sala, enquanto imagens de um documentário sobre os povos indígenas era reproduzido na projeção. A exposição ficou aberta à visitação de alunos de todas as séries, funcionários, professores e famílias do colégio.
Apresentar e identificar os diferentes povos indígenas é de grande importância para desconstruir estereótipos e construir uma percepção diferente sobre o indígena atualgarantindo direitos e políticas específicas, e valorizando o peso da sua identidade e ancestralidade.

 

 

2º e 3º ano – Encenações nas aulas de biblioteca!

As aulas de biblioteca do 2º e 3º ano do Fundamental estão com histórias recheadas de aventura, humor e muitos ensinamento. Confiram as encenações de algum desses livros!

 

2º ano – Dona Chiquinha, a Mexeriqueira de Xique-Xique – Ruth Rocha
Quem conta um conto aumenta um ponto. Será?
LivroEsse conto da Ruth Rocha, parte do livro “O velho, o menino e o burro e outras histórias”, nos mostra as armadilhas da fofoca e como podemos difamar uma pessoa, só pelo fato de não conseguir guardar um segredo!
O conto foi encenado aos alunos e, de forma divertida, refletiu sobre a importância de conquistar a confiança das pessoas, saber guardar um segredo e preservar as amizades. Além disso, mostrou que não devemos julgar ou formar opiniões precipitadas sobre um fato do qual ouvimos falar, sem saber se é verdade ou não.
Veja o vídeo abaixo e conheça a história da Dona Chiquinha, velha mexeriqueira que não soube segurar a sua língua e acabou se envolvendo na maior confusão!

 

 

 

2º e 3º ano – Andarilhos – Marcelo Xavier
downloadO livro, por meio da metáfora dos três andarilhos, fala de sentimentos e de buscas do ser humano. Ego, Dúvida e Queixa são cães que caminham rumo à felicidade, deixando ver o que pensam de si mesmos e do mundo onde vivem. O desfecho dá ao leitor a oportunidade para refletir sobre o destino das três personagens e tentar compreender o incrível jogo da vida, tão cheio de possibilidades.
A contação foi feita de forma cômica com a participação dos 3 cachorros personagens: Ego, Dúvida e Queixa. A narrativa sobre esses andarilhos trouxe reflexões acerca da importância da determinação, do reconhecimento das próprias habilidades e, do pensamento positivo na vida do ser humano, observando principalmente a necessidade de uma boa convivência com o próximo. Uma fábula simples, mas com ensinamentos preciosos.

 

 

3º ano – O pequeno herói da Holanda – William J. Bennett
Livro das virtudesO conto, retirado do “Livro das virtudes para crianças”, relata as aventuras de um garoto esperto e corajoso! Cercada por enormes diques, a Holanda se protege das águas por estar abaixo do nível do mar. Desde criança, o povo aprende a vigiar os diques, evitando que a água ultrapasse as muralhas e possa destruir toda a cidade. Um dia, Peter descobre um pequeno buraco em um desses diques e decide que precisa fazer algo para proteger sua cidade!
A história foi narrada com a participação das crianças no papel das personagens que, ao final, puderam refletir o quanto uma simples atitude pode mudar a vida de alguém, e a importância de se cultivar sentimentos e valores, como: solidariedade, coragem, determinação e amor ao próximo.

 

 

 

5º ano – Princesas em greve!

“Nós, princesas dos reinos encantados, exigimos como categoria profissional do ‘era uma vez’ que…”

 

princesas-em-greve-13606177É com essa frase que se inicia o manifesto do livro “Princesas em greve” da escritora Thais Linhares, apresentado aos alunos do 5º ano do Fundamental nas aulas de Biblioteca! No livro, as princesas dos clássicos contos de fadas entram em greve para conquistar o direito de trabalhar em todas as profissões, direito de estudar, liberdade de escolha, respeito, ou seja, o direito de serem felizes!
Além de mostrar aos alunos a importância do conhecimento na luta por conquistas pessoais e coletivas, a narrativa apresenta as várias possibilidades de criação a partir de elementos retirados de outras histórias ao identificar e relacionar os contos maravilhosos com aspectos da vida na sociedade atual.
A história foi encenada aos alunos e, ao final, uma paródia, feita a partir da letra da música “Dancing Days”, foi cantada enfatizando a importância da leitura e para onde ela pode nos levar!
Assistam ao vídeo da encenação e juntem-se ao manifesto das “Princesas em greve”!